segunda-feira, 18 de junho de 2012

Gin Tonic (1980)


Depois do sucesso de J'écoute de la musique saoule, Françoise Hardy continua influenciada pela onda do jazz e do funky, que se sobressaem frente ao seu típico estilo intimista e tranquilo. Ainda sobre produção de Gabriel Yared, o álbum Gin Tonic é lançado em 1980 e tem um aspecto diferente do habitual da cantora. Novamente, ela só escreve apenas uma canção do disco, que é a faixa homônima do disco.

Françoise parece estar disposta a seguir no novo estilo, apesar dos conflitos de identidade musical. A prova disso é que uma das fortes faixas do disco, Jazzy Retro Satanas, é a mais detestada pela cantora, de todo o disco. No entanto, para ela, era preciso abdicar de certas vontades pela realização maior do trabalho. Como ela própria já citou em uma entrevista, em 1982: "Eu sempre fui o que sempre fui. Amo as canções lentas, com violões ao fundo. Amo muito apenas as canções tristes."


Françoise interpreta Jazzy retro satanas em um programa de TV, em 1980



Álbum também traz canções no estilo de Françoise, como Que tu m'enterres

Ao mesmo tempo que dava vazão a sua criatividade musical, Françoise também colocava em prática seus conhecimentos na astrologia. Desde 1974, ela vinha trabalhando com Jean-Pièrre Nicola em uma revista especializada no assunto. Depois de seis anos, os trabalhos culminam em uma proposta do diretor da Rádio Monte Carlo, que confia a dupla um programa radiofônico naquela mesma estação. 


1. Jazzy retro satanas (Bernard Ilous - Gabriel Yared)
2. Branche cassée (Jean-Claude Vannier)
3. Âme s'trame drame (Alain Goldstein)
4. Si c'est vraiment vraiment vrai (Michel Jonasz)
5. Bosse bossez bossa (Michel Jonasz - Gabriel Yared)
6. Gin tonic (Françoise Hardy - Gabriel Yared)
7. Juke box (Michel Jonasz - Gabriel Yared)
8. Seule comme une pomme (Alain Goldstein)
9. Chanson ouverte (Alain Goldstein- Gabriel Yared)
10. Minuit minuit (Michel Jonasz - Gabriel Yared)
11. Que tu m'enterres (Michel Jonasz - Gabriel Yared)

sábado, 16 de junho de 2012

Musique Saoule (1978)

Depois de trabalhar com Gabriel Yared, Alain Goldstein e Michel Jonasz em Star, Françoise Hardy aceita o desafio de lançar um disco em uma nova linha de estilo musical. Depois dos sucessos de Cerrone e Donna Summer, na canção, e até mesmo de John Travolta nos filmes Embalos de sábado à noite e Grease, o ritmo disco toma completamente o mundo. E com a França não foi diferente. A proposta seria investir nos estilos funky, jazz e soul, seguindo a moda dos estilos da época.

Escrito basicamente por Michel Jonasz, com músicas de Alain Goldstein e Gabriel Yared, o álbum Musique Saoule é mesmo um álbum voltado para a modernidade. A imagem de Françoise Hardy cantando canções doces e melancólicas foram repaginadas, principalmente pela faixa J'écoute de la musique saoule, que acabou se tornando a música mais emblemática do disco. 

Imediatamente, as televisões se tornam favoráveis à nova identidade musical de Françoise, que é adotada por um público mais jovem, que não conhece o seu renome dos anos 1960. De tal forma, a cantora fica presente por quase um ano nos hit-parades com a J'écoute de la musique saouleGraças aos hit, Françoise recomeça a aumentar a venda de seus discos novamente - lembrando que, o álbum anterior ao Musique Saoule que teve boa aceitação do público foi Message Personnel, em 1973, cinco anos antes. O título se transforma em um sucesso clássico do fim dos anos 1970.


Apesar do sucesso, Musique Saoule é um disco no qual Françoise atua muito mais como intérprete. No disco, ela deixou de ser a autora de textos que provocavam reflexões para se dedicar à estética orientada pelo funky e pelo jazz. Ela escreveu apenas uma música para o disco, Perdu d'avance. A cantora, então, parece encontrar seus pés na cena musical, ainda que o ritmo de então e todo aquele universo lhe pareçam muito pouco familiar. 


Com o sucesso desse álbum, o produtor Gabriel Yared faz novas parcerias com Françoise, até o ano de 1982. O período culminariam ainda em outros três trabalhos. Em 1979, Françoise não grava nenhum álbum, mas faz uma contribuição à produção de um disco do conto musical Émilie Jolie. Nele, também participaram cantores franceses de renome, como Henri Salvador, Georges Brassens, Sylvie Vartan, entre outros. Na obra, Françoise intepreta a faixa La chanson de la socière.


1. J'écoute de la musique saoule (Michel Jonasz - Gabriel Yared)
2. Hallucinogène (Michel Jonasz - Alain Goldstein)
3 - Occupé (Michel Jonasz - Gabriel Yared)
4 - Brouillard dans la Rue Covisart (Com Jacques Dutronc) (Michel Jonasz - Gabriel Yared)
5 - Tu m'vois plus, tu m'sens plus (Michel Jonasz)
6 - Nous deux, nous deux et rien d'autre (Michel Jonasz - Gabriel Yared)
7 - Swing au pressing (Michel Jonasz - Alain Goldstein)
8 - Perdu d'avance (Françoise Hardy - Gabriel Yared)
9 - Tip tap, t'entends mes pas (Michel Jonasz - Alain Goldstein)
10 - Si je le retrouve un jour (Michel Jonasz - Alain Goldstein)
11 - Beau boeing, belle caravelle (Michel Jonasz)

BÔNUS:
• Chanson de la socière (Do conto musical Émilie Jolie, de 1979)

Star (1977)

Depois de lançar Entr'acte, as coisas se acalmaram um pouco para Françoise: ela passou a viver junto com Jacques Dutronc e constituiu literalmente uma família, as oportunidades com a astrologia a fizeram se dedicar a outro trabalho... No entanto, ainda que estivesse com os dois pés fincados neste novo mundo, a música ainda estava presente em sua vida. E como sempre costumava ser, suas canções refletiam os momentos de sua vida, tal como trilha sonora de um filme.

Durante o hiato 1974 - 1977, os trabalhos musicais foram isolados. Entre aparições na televisão, Françoise se juntou a Dutronc, Serge Gainsbourg e Jane Birkin para entoar uma versão a quatro vozes da canção Les p'tits papiers, em 1975. No ano seguinte, ela fazia um dueto com Birkin, reprisando a canção Comment te dire adieu. Françoise também lançaria um compacto com as canções Femmes parmi les femmes e Tu t'amuses, que fazem parte do filme Si c'était à refaire (Se fosse possível refazer), de Claude Lelouch.

No decorrer dos anos, Françoise, sem grandes pretextos pessoais, resolve lançar um novo disco. Para isso, ela firma acordo com a EMI. O álbum, nomeado Star - em referência a faixa-título, uma versão francesa da canção homônima de Janis Ian - reúne cinco letras compostas por Hardy e contribuições de outros compositores, incluindo Enregistrement, de Gainsbourg. Gabriel Yared ficaria responsável pela produção do álbum e também faria contribuções para o disco. Destaque para Chanson sur toi et nous, que refletia o período feliz na vida amorosa de Françoise Hardy. O disco representa uma transição na questão estética, mostrando as primeiras influências do funky e do jazz sobre a cantora. No entanto, o estilo só se tornaria mais sólido no ano seguinte, quando Hardy lançaria o disco Musique Saoule.

Françoise interpreta Chanson sur toi et nous em programa televisivo, em 1977


Outra faixa de destaque do disco é Flashbacks

Uma curiosidade é que Star foi o último disco de Françoise a se editado no Brasil. Durante 15 anos, os brasileiros foram contemplados, no total, com 15 discos da cantora. São eles: Tous les garçons et les filles (1964), Le premier bonheur du jour (1965), Mon amie la rose (1965), L'amitié (1965), La maison où j'ai grandi (1967), À quoi ça sert? (1968), Françoise Hardy en Anglais (1969), Comment te dire adieu (1969), Françoise Hardy (1970), La question (1972), Fleur de lune/Soleil (1973), If you listen (1974), Star (1977), Le disque d'or de Françoise Hardy (1977) e Françoise Hardy chante ses succès (1977).

1. Star (Françoise Hardy - Janes Ian)
2. Chanson sur toi et nous (Françoise Hardy - Gabriel Yared)
3. Enregistrement (Serge Gainsbourg)
4 - À vannes (Michel Jonasz)
5 - Flashbacks (Luc Plamondon - R. Vincent)
6 - L'impasse (Françoise Hardy - Pièrre Papadiamandis)
7 - Ton enfance (P. Grosz - Alain Goldstein)
8 - Je ne suis que moi (Françoise Hardy - Catherine Lara)
9 - Drôle de Fête (Françoise Hardy - William Sheller)
10 - Fatiguée (Françoise Hardy - Gabriel Yared)

BÔNUS:
• Comment lui dire adieu (Com Jane Birkin)